Você está em: setembro de 2015

Sucesso é consequência, não objetivo

Muita gente acredita que o sucesso está relacionado à sorte, à inteligência, a formação acadêmica ou ao talento nato. Certamente, todos estes fatores são pilares importantes e exercem uma influência positiva para que possamos nos tornar pessoas bem-sucedidas em nossa vida pessoal e profissional. No entanto, tais fatores não são necessariamente determinantes. O mundo está cheio de pessoas talentosas, com excelente educação, que têm tudo para alcançar o sucesso, mas fracassadas, que não exploram seu potencial adequadamente, vivendo no conformismo ou praticando a arte do coitadismo.

O sucesso não acontece por acaso, é uma jornada. É uma caminhada, não um ponto de chegada. O sucesso é um caminho escolhido pelo próprio individuo; é uma questão de mérito individual, fruto de nossas escolhas. A história do homem livre nunca é escrita pela sorte, mas pelas suas próprias escolhas. É resultado de muito trabalho, perseverança e superação. Portanto, sucesso é consequência, não objetivo. É o resultado de nossos esforços, de nossos méritos e de nossas atitudes. O sucesso não é algo que nos acontece; nós é que acontecemos para o sucesso.

As pessoas precisam desenvolver a autoestima e adquirir a autoconfiança necessária para encontrarem suas potencialidades. Todos nós temos atributos únicos que precisam ser despertados e desenvolvidos, e que podem fazer a difereça não somente as nossas vidas, mas também a vida de outras pessoas. As três palavras-chave para que as pessoas desenvolvam suas competências na direção do sucesso são: conhecimento, habilidades e atitudes. É o seu verdadeiro diamante, que precisa ser lapidado e polido.

O conhecimento está relacionado ao saber, que se adquire com a leitura, cursos e a educação formal. As habilidades é o saber fazer, que estão relacionadas ao talento, a capacidade têcnica e funcional. A prática é a principal ferramenta que o homem dispõe para desenvolvimento de suas habilidades. Finalmente, as atitudes estão relacionadas ao querer fazer. Trata-se do conjunto de valores, crenças, principios, com a ética, a cooperação e a ação.

(Trechos do livro A.T.T.I.T.U.D.E. – a chave para o sucesso, Ed. Matrix),

Gabriel Silva
É microempresário, palestrante, Coach executivo e de carreira, ex-executivo da Nestlé Brasil e autor da metodologia e do livro A.T.T.I.T.U.D.E. – A chave para o sucesso, 2014, publicado pela Editora Matrix.

Estratégia: Decidir o que não fazer e tão importante quanto decidir o que fazer

O foco é o principal driver da excelência e do sucesso

Direcionar a atenção para aonde ir é uma tarefa básica da liderança. A capacidade de dar atenção para o lugar certo no momento certo, percebendo tendências, apontando oportunidades e direcionar o foco para as coisas importantes que precisam ser feitas é uma das características das empresas vencedoras. Manter o foco é dar atenção à decisão estratégica da empresa.

No lugar de uma apresentação extensa em PowerPoint, o ideal é distribuir o material para leitura prévia e quando a equipe estiver frente a frente em reunião, possa ir direto ao ponto e fazer as perguntas que mais importam de maneira direta, em vez de fazer um caminho longo e sinuoso. É comum as pessoas desviarem a atenção do assunto que está sendo discutido quando alguém menciona algum fato em sua fala. Naturalmente, de maneira despercebida, passa a discutir o fato novo, desviando-se do assunto principal. Uma dica para manter o foco é responder à simples pergunta: Qual é o tema principal?

Os indivíduos, assim como as organizações, precisam escolher onde dedicar a atenção, e isso significa focar em poucas coisas que são realmente importantes e ignorar outras menos relevantes. A visão de longo prazo, a estratégia, as ações para alcançá-las e as metas de curto prazo devem ser o foco das organizações e das pessoas que nelas trabalham. Se o objetivo é o mercado, o foco deveria ser os clientes, os produtos e as marcas. Se o objetivo é reinventar a organização, uma cultura voltada para a inovação e que estimule a criatividade deveriam fazer parte da atenção e do foco. Se o objetivo é melhorar a lucratividade, o foco deveria ser como aumentar a produtividade, ou como fazer mais com menos.

A estratégia de uma organização representa o caminho que deve ser trilhado pela organização, com habilidade, eficiência e comprometimento de todos. Quando líderes escolhem uma estratégia, estão direcionando a atenção da equipe: para aquilo que todo mundo deveria dedicar seus esforços. Uma determinada estratégia define o que importa e o que ignorar. Decidir o que não fazer é tão importante quando decidir o que fazer. O foco é o principal driver da excelência e do sucesso.

Gabriel Silva
É Palestrante, Coach Executivo e de Carreira, ex-executivo da Nestlé Brasil e autor da metodologia e do livro
A.T.T.I.T.U.D.E. – A chave para o sucesso, publicado pela editora Matrix.

Os principais hábitos e comportamentos indesejáveis que limitam o crescimento da carreira no mundo corporativo

Progredir na carreira é ser bem-sucedido é o objetivo da maioria das pessoas. Mas todos nós conhecemos profissionais qualificados e competentes que não conseguem evoluir na carreira. Parece que alguma coisa as amarra, as impede de crescer profissionalmente e realizar seus sonhos. Por que isso acontece?

Uma das razões pelas quais tudo parece dar errado na carreira de algumas pessoas são os comportamentos inadequados, hábitos indesejáveis e atitudes negativas que limitam e impedem o desenvolvimento pessoal e profissional e se tornam obstáculos ao crescimento da carreira, aos relacionamentos pessoais e familiares.

Hábitos são padrões de comportamento que se tornam automáticos em função de sua frequência e repetição constantes. Depois de certo tempo se tornam extremamente dificil mudá-los, pois nos dominam, nos deixam expostos e fragilizados. As pessoas com hábitos e comportamentos indesejáveis afastam os colegas e cada vez mais se sentem sozinhas e isoladas e, com isso, se tornam tristes e infelizes.

Um dos comportamentos que mais prejudicam a evolução profissional e os relacionamentos pessoais é a arrogância. Geralmente ela é exercida em relação aos colegas, subordinados, clientes e fornecedores. O individuo acredita que sabe tudo, que está sempre certo em suas opiniões, não sabe ouvir e tem dificuldades para aceitar críticas e ou receber feedback. Há gestores que gostam de ser temidos pela equipe, sentem-se poderosos com o cargo que ocupam, pelo cartão de visitas e a empresa perde com isso.

Tanto na vida pessoal e profissional como também dentro das organizações, os maus hábitos são fatores limitantes. No meu livro A.T.T.I.T.U.D.E. – A chave para o sucesso, publicado pela Editora Matrix, abordo 10 comportamentos, hábitos e características prejudiciais ao desenvolvimento pessoal e ao crescimento profissional. A arrogância é um deles. A falta de flexibilidade e a procrastinação são outros comportamentos que abordo no livro e em uma de minhas palestras sobre o tema.

Gabriel Silva
Palestrante, Coach e autor da metodologia e do livro A.T.T.I.T.U.D.E. – A chave para o sucesso, publicado pela editora Matrix.

A importância da imagem pessoal para a carreira e para sua marca pessoal

O consultor norte-americano Harvey Coleman, e autor do livro Empowering Yourself (capacitar-se, numa tradução simples), desenvolveu uma importante ferramenta denominada P.I.E. para o sucesso profissional. Os três elementos-chave desta ferramenta são: Performance, Imagem e Exposure (exposição, visibilidade).

O primeiro elemento-chave, a performance, é uma condição básica, fundamental para manter o seu próprio emprego, mas também muito útil para aumentar sua empregabilidade e evoluir na carreira. Em outras palavras, performance significa ter um bom desempenho. Você pode não ser excepcional ou brilhante, mas deve fazer bem o seu trabalho e entregar resultados de uma maneira consistente.

O segundo elemento-chave, é ter uma imagem pessoal positiva. E é aí que muitos profissionais começam a patinar na carreira. Para evoluir na carreira na basta ter um bom desempenho. É preciso construir uma imagem pessoal positiva. A habilidade de relacionamento interpessoal, as atitudes e até a aparência são fatores determinantes na construção de sua imagem pessoal e de sua marca pessoal.

O terceiro elemento-chave é a visibilidade. No dia a dia é importante o profissional aproveitar todas as chances para se fazer notar. O seu gestor é um dos responsáveis por facilitar sua exposição dentro da empresa, mas a melhor maneira de aumentar sua visibilidade é levantar a mão para participar de novos projetos e iniciativas. É uma ótima oportunidade para você mostrar suas ideias, desenvolver suas habilidades e competências e se expor.

No meu livro ATTITUDE – A chave para o sucesso, publicado pela Editora Matrix, abordo seis atributos de uma marca pessoal. A confiança é o principal atributo de uma marca. Mas o principal ativo de sua marca pessoal é o seu próprio nome.

A preparação é o caminho mais curto para o sucesso

A maior de todas as crianças-prodígio foi Wolfing Amadeus Mozart. Aos três anos, Mozart começou a tocar piano, aos cinco já compunha, aos seis já se apresentava para reis e rainhas e aos doze anos terminou sua primeira ópera. Há séculos Mozart vem sendo citado como exemplo de talento nato, aquele que vem de nascença. Porém, sua vocação sofreu muita influência do pai, que era professor de música e desde cedo se dedicou a educar o filho.

Quando criança, Mozart passava boa parte dos dias ao piano. As primeiras peças não eram exatamente obras-primas, pois continham muitas repetições e melodias que já existiam. Para alguns críticos, a primeira obra realmente genial que o austríaco escreveu foi um concerto de 1777 – conhecido como “Jenamy”, escrito em Salzburg, na Áustria – quando ela já estava com 21 anos. Ou seja, apesar de ter começado cedo e ter demonstrado o talento precocemente, somente após 18 anos de estudos e prática Mozart conseguiu compor um concerto digno de um gênio.

No mundo dos esportes, há exemplos como Michael Jordan, considerado por muitos o maior jogador de basquete de todos os tempos, que era muito disciplinado e encarava os treinamentos como se fosse um jogo, e mantinha o foco no objetivo de se tornar um grande campeão.  O brasileiro Oscar Schmidt se tornou o maior jogador do basquete brasileiro e detentor do recorde mundial de pontuação, com 49.737 pontos. Oscar era o primeiro a chegar aos treinos e depois sempre permanecia nas quadras e treinava 1.000 arremessos..

Quais foram os fatores que levaram essas pessoas ao sucesso? Além do talento, a disciplina para treinar, a persistência, dedicação são fundamentais. A preparação é o caminho mais curto para o sucesso. Os exemplos citados comprovam que os períodos de preparação e treinamento não são tempos perdidos, mas sim um investimento para o nosso aprimoramento. A preparação é a essência do sucesso e exige muita vontade e disciplina. Vencer, portanto, é consequência de uma boa preparação!

Pesquisadores ingleses e alemães estudaram 257 pessoas talentosas de várias áreas para entender o que as diferenciava dos indivíduos normais ou medianos. Não conseguiram descobrir nenhuma habilidade sobrenatural. A única diferença encontrada foi que pianistas fracassados tinham dedicado menos tempo estudando que os bem-sucedidos. Isto quer dizer que não faltou talento para chegar ao sucesso. Faltou dedicação, faltou treinamento.

Gabriel Silva
É fundador da Attitude Coach e autor do livro A.T.T.I.T.U.D.E. – A chave para o sucesso, publicado pela editora Matrix.