Você está em: abril de 2014

A preparação é o caminho mais curto para o sucesso

A maior de todas as crianças-prodígio foi Wolfing Amadeus Mozart. Aos três anos, Mozart começou a tocar piano, aos cinco já compunha, aos seis já se apresentava para reis e rainhas e aos doze anos terminou sua primeira ópera. Há séculos Mozart vem sendo citado como exemplo de talento nato, aquele que vem de nascença. Porém, sua vocação sofreu muita influência do pai, que era professor de música e desde cedo se dedicou a educar o filho.

Quando criança, Mozart passava boa parte dos dias ao piano. As primeiras peças não eram exatamente obras-primas, pois continham muitas repetições e melodias que já existiam. Para alguns críticos, a primeira obra realmente genial que o austríaco escreveu foi um concerto de 1777 – conhecido como “Jenamy”, escrito em Salzburg, na Áustria – quando ela já estava com 21 anos. Ou seja, apesar de ter começado cedo e ter demonstrado o talento precocemente, somente após 18 anos de estudos e prática Mozart conseguiu compor um concerto digno de um gênio.

No mundo dos esportes, há exemplos como Michael Jordan, considerado por muitos o maior jogador de basquete de todos os tempos, que era muito disciplinado e encarava os treinamentos como se fosse um jogo, e mantinha o foco no objetivo de se tornar um grande campeão.  O brasileiro Oscar Schmidt se tornou o maior jogador do basquete brasileiro e detentor do recorde mundial de pontuação, com 49.737 pontos. Oscar era o primeiro a chegar aos treinos e depois sempre permanecia nas quadras e treinava 1.000 arremessos..

Quais foram os fatores que levaram essas pessoas ao sucesso? Além do talento, a disciplina para treinar, a persistência, dedicação são fundamentais. A preparação é o caminho mais curto para o sucesso. Os exemplos citados comprovam que os períodos de preparação e treinamento não são tempos perdidos, mas sim um investimento para o nosso aprimoramento. A preparação é a essência do sucesso e exige muita vontade e disciplina. Vencer, portanto, é consequência de uma boa preparação!

Pesquisadores ingleses e alemães estudaram 257 pessoas talentosas de várias áreas para entender o que as diferenciava dos indivíduos normais ou medianos. Não conseguiram descobrir nenhuma habilidade sobrenatural. A única diferença encontrada foi que pianistas fracassados tinham dedicado menos tempo estudando que os bem-sucedidos. Isto quer dizer que não faltou talento para chegar ao sucesso. Faltou dedicação, faltou treinamento.

Gabriel Silva
É fundador da Attitude Coach e autor do livro A.T.T.I.T.U.D.E. – A chave para o sucesso, publicado pela editora Matrix.