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As 4 principais armadilhas mentais que limitam a carreira profissional

Não é nenhum segredo que para vencer na vida e na carreira profissional é preciso aprimorar nossas habilidades, desenvolver nossas competências, ter capacidade de superação, persistência e muito trabalho árduo, além de investir constantemente na aquisição de novos conhecimentos. Mas isso só não basta. É necessário retirar ou desviar das pedras encontradas pelo caminho que impedem o crescimento da carreira profissional.

A autossabotagem é uma maneira mais comum de enterrar sonhos e objetivos e é uma das pedras que precisam ser eliminadas do nosso caminho. Todos nós temos um potencial que precisa ser explorado, um dom, um talento, que precisa ser identificado, polido e lapidado, como um diamante, para torná-lo mais valioso e eliminar a autossabotagem é um dos desafios que precisam ser superados para o crescimento da carreira profissional. Postergar sistematicamente assuntos importantes para o cumprimento de suas metas e objetivos é uma forma de identificar se você é um autossabotador em potencial.

Além da autossabotagem, há quatro armadilhas mentais que podem enterrar seus sonhos, que precisam ser refutadas, descartadas, para que você continue firme na trilha do sucesso profissional: o conformismo, o coitadismo, o medo de reconhecer seus erros e o medo de correr riscos.

Essas armadilhas mentais são construídas clandestinamente ao longo do processo de formação da personalidade humana e impedem o desenvolvimento da excelência psíquica, afetiva, social e profissional do individuo, criando barreiras para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Todos nós somos vítimas e vilões da sociedade e de nós mesmos. Lucidez para reconhecer essas armadilhas e humildade para assumi-las são fundamentais para superá-las.

Os obstáculos que encontramos pelo caminho ou que impomos a nós mesmos devem ser refutados veementemente com autoconfiança e ação. Cada problema é também uma oportunidade de aprendizado e crescimento. Acredite no seu potencial. O caminho pode ser longo e difícil, mas sua vontade de vencer, de se superar, deve ser maior que todos os obstáculos. A disciplina é a ferramenta que você dispõe para mantê-lo firme na direção dos seus objetivos, de suas metas e de seus sonhos.

Gabriel Silva
É palestrante, coach executivo e de carreira, instrutor, microempresário, ex-executivo da Nestlé Brasil e autor da metodologia e do livro A.T.T.I.T.U.D.E. – A chave para o sucesso, 2014, publicado pela editora Matrix.

Estratégia: Decidir o que não fazer e tão importante quanto decidir o que fazer

O foco é o principal driver da excelência e do sucesso

Direcionar a atenção para aonde ir é uma tarefa básica da liderança. A capacidade de dar atenção para o lugar certo no momento certo, percebendo tendências, apontando oportunidades e direcionar o foco para as coisas importantes que precisam ser feitas é uma das características das empresas vencedoras. Manter o foco é dar atenção à decisão estratégica da empresa.

No lugar de uma apresentação extensa em PowerPoint, o ideal é distribuir o material para leitura prévia e quando a equipe estiver frente a frente em reunião, possa ir direto ao ponto e fazer as perguntas que mais importam de maneira direta, em vez de fazer um caminho longo e sinuoso. É comum as pessoas desviarem a atenção do assunto que está sendo discutido quando alguém menciona algum fato em sua fala. Naturalmente, de maneira despercebida, passa a discutir o fato novo, desviando-se do assunto principal. Uma dica para manter o foco é responder à simples pergunta: Qual é o tema principal?

Os indivíduos, assim como as organizações, precisam escolher onde dedicar a atenção, e isso significa focar em poucas coisas que são realmente importantes e ignorar outras menos relevantes. A visão de longo prazo, a estratégia, as ações para alcançá-las e as metas de curto prazo devem ser o foco das organizações e das pessoas que nelas trabalham. Se o objetivo é o mercado, o foco deveria ser os clientes, os produtos e as marcas. Se o objetivo é reinventar a organização, uma cultura voltada para a inovação e que estimule a criatividade deveriam fazer parte da atenção e do foco. Se o objetivo é melhorar a lucratividade, o foco deveria ser como aumentar a produtividade, ou como fazer mais com menos.

A estratégia de uma organização representa o caminho que deve ser trilhado pela organização, com habilidade, eficiência e comprometimento de todos. Quando líderes escolhem uma estratégia, estão direcionando a atenção da equipe: para aquilo que todo mundo deveria dedicar seus esforços. Uma determinada estratégia define o que importa e o que ignorar. Decidir o que não fazer é tão importante quando decidir o que fazer. O foco é o principal driver da excelência e do sucesso.

Gabriel Silva
É Palestrante, Coach Executivo e de Carreira, ex-executivo da Nestlé Brasil e autor da metodologia e do livro
A.T.T.I.T.U.D.E. – A chave para o sucesso, publicado pela editora Matrix.

O bom líder depende de talento, relacionamento e algo mais…

Alguns gestores tem o dom para conduzir equipes e estudos já comprovaram que há pessoas que nascem com traços de liderança e outras que desenvolvem essa habilidade com a experiência profissional, com a prática. E a prática é a principal ferramenta que o homem dispõe para desenvolver suas habilidades. Ler livros sobre o assunto, ter um mentor, fazer cursos e participar de treinamentos, além da prática da liderança, são os principais mecanismos para desenvolver essa habilidade.

Mas o papel da liderança é mais do que simplesmente liderar é fazer com que um grupo de pessoas trabalhe em equipe e gerem os resultados desejados pela empresa, alcancem as metas do ano e os objetivos definidos pela organização. Ser líder é diferente de usar um crachá de chefe, responsável pelo cumprimento de uma tarefa ou de um projeto, que tem autoridade para mandar e exigir obediência e avaliar métricas de desempenho.

Para que a empresa cumpra sua missão e realize sua visão, a liderança deve ir um pouco além, cultivando comportamentos e hábitos que estimulem a cooperação. Para os empresários e gestores de negócios, além das competências como a iniciativa, capacidade de assumir riscos e foco em resultados, são necessárias principalmente as competências de líder, que sabe influenciar positivamente subordinados, de forma ética e transparente, para que contribuam com energia e entusiasmo para alcançar os objetivos da organização.

Saber lidar com culturas diferentes, com as adversidades, com diferentes gerações e experiências distintas no mercado de trabalho, é outra característica do líder moderno. A liderança aumenta a possibilidade de sucesso nos empreendimentos e nos negócios e isso exige talento e habilidade de relacionamento. O líder deve inspirar os outros para que adotem uma postura proativa e para isso deve servir de exemplo. Só é líder, quem tem seguidores.

Mas além do talento, da habilidade de relacionamento e cultivar características como persistência, entusiasmo e autoconfiança, a liderança precisa saber lidar e enfrentar os problemas extraordinários que ocorrem no dia a dia das empresas e esse algo mais é a resiliência. Resiliência é a capacidade de um individuo saber lidar com problemas, superar obstáculos e resistir à pressão em situações de estresse, mantendo o equilíbrio emocional.